segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

De textos tristes, e mulher.

Olá meus caros poucos leitores. Desculpe o intervalo demoradinho entre uma postagem e outra, eu confesso que tô numa correria esses dias.
Mas, enfim. Deixe-me partilhar com vocês, algo que eu julgue interessante.
Eu estava lendo alguns blogs (na verdade, gosto muito de fazer isso, e faço sempre que posso), e com o que mais me deparo? Com textos encharcados de desilusões amorosas e todo aquele melodrama típico. Bem típico, por sinal. Enjoei. Sério.
Eu sei que há uma infinidade de blogs nesse monstruoso mundo virtual, blogs que falam sobe muitas coisas. Coisas diferentes.
Eu gosto de blogs que fogem do clichê. Aliás, eu acho que nós mulheres estamos fortes o suficiente para não agirmos como absolutamente dependentes de homens.
Eu sei, eu sei. Nós mulheres somos mais sensíveis (salve, as exceções), choramos com mais facilidade, nos irritamos com uma facilidade maior ainda e a verdade nua e crua: somos mais inseguras.
Todo esse papo de "mulher tá igual ao homem", não pode ser levado ao pé da letra (mas deveria) por que não é 100% verdade. Somos, na maioria, nós que sofremos mais, talvez por que somos quase sempre nós que damos o primeiro passo. E não queremos que ele falhe. E quando falha, é frustrante.
Mesmo que a gente não chegue no cara, mesmo que a gente não peça pra alguém "fazer os papos". Nós sempre jogamos charme - o primeiro passo. O charme de mulher. O maior vilão dos machistas. Daí vale tudo, cabelo, olhar, sorriso, andar, esnobar. Eis as nossas armas.

Talvez um dos fatos de nós mulheres demonstrarmos mais a nossa fraqueza perante aos homens, deve-se a nossa terrível dificuldade em aceitar um "fora", por mais sutil que ele seja. A nossa vaidade não nos permite levar tudo numa boa. Sutilmente, arranjamos maneiras de mostrar para o autor do "fora", o que ele perdeu. Daí os charmes.
É por isso que eu apóio totalmente uma ex professora minha do inglês, ela dizia que nenhum homem (ela se dirigia com maior intensidade aos meninos da sala), não podem dar um fora em uma mulher, por mais ruim que ela seja. Ele deve demonstrar que não quer, fazer algumas "merdas", para que as mulheres se irritem, enjoem e, finalmente, dêem o fora, e não eles. Eu concordo. Nós temos necessidade em dar o último passo. Assim não machucamos o nosso coração bonito e vaidoso.
Eu não gosto da palavra último. Na verdade, quem gosta? Considere ela como uma metáfora - por que, em muitos casos (quiçá na maioria!) - o ultimo passo, não é o ultimo. Se é que você me entende!
Não é à toa que tentamos ser engraçadas, fazemos as unhas, escrevemos textos profundos em blogs, e abrimos o nosso vasto leque de charmes. Tudo isso é pra impedir que o ultimo passo seja tomado, por ambas as partes.

Os foras, a insegurança, a fraqueza (mesmo que muscular), o dever do primeiro passo, a inveja do pênis (como dizia Freud), a vaidade - é tudo isso, possivelmente, o responsável pelos textos melo dramáticos, tristes, e bonitos dos blogs por aí.
  Pra o sofrimento amoroso doentio acabar, pelos menos para nós mulheres, basta que nos deixem tomar o primeiro e o último passo. Não é usar. Não é brincar. É o nosso jeito de encontrar o amor, e comprovar (por que nós mulheres precisamos de provas, o tempo todo) se o pretendente é candidato e se o candidato é apto para ocupar o cargo, dos corações vaidosos. Dos corações generosos, meigos, atenciosos, fortes e sofridos. Do coração de uma mulher. 
Daí quem sabe, o ultimo passo não seja tomado! É o que todas esperam. Pelo menos, a maioria. Pelo menos, eu acho.

Obviamente, como vocês sabem leitores (as), há exceções. Há muitas exceções. Mas, esse texto é pra maioria, se é que você me entende! Ou pelo menos, para alguém que possa se identificar com ele, que seja, já valeu.

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